Como curtir o São João no seu condomínio com tranquilidade

O São João é uma das maiores festas populares e religiosas do Nordeste brasileiro. Celebrada durante todo o mês de junho, essa é uma das festividades mais comemoradas em condomínios residenciais, reunindo famílias e vizinhos para confraternizar e se divertir com muito forró e comidas típicas.

Apesar de ser um evento familiar, o número de acidentes durante o São João vem crescendo a cada ano na Bahia. E para que os condomínios realizem suas festas com segurança, é importante que síndicos e administradores zelem tanto pela segurança dos moradores quanto pela preservação do espaço físico do prédio.

Segundo Fernanda Alencar, gerente de relacionamento do Grupo Solução, o síndico precisa realizar algumas ações antes que os eventos juninos sejam marcados, como:

(Foto: imagem de banco de dados - Magnific)

O cuidado com a segurança também deve ser redobrado em relação às fogueiras em áreas residenciais. O ideal é que sejam utilizadas fogueiras cênicas, feitas de papel. No entanto, a gerente de relacionamento da Solução afirma que não existe uma proibição geral para fogueiras, mas a prática deve respeitar as diretrizes do Corpo de Bombeiros e as regras internas do condomínio.

O major do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Jurandi Santos Araújo, orienta que o uso de fogueiras traz uma série de riscos, como queimaduras e incêndios na fiação elétrica, em veículos, em residências e na vegetação. Por isso, sua utilização em festas deve ser avaliada com cautela

Caso se opte por fazer uma fogueira, Araújo aconselha os moradores a observarem o tamanho da estrutura e o nível de irradiação do fogo. Esse desconforto térmico deve ser levado em conta, uma vez que as altas temperaturas podem causar incêndios.

“O ideal é que as fogueiras fiquem distantes o suficiente para garantir a segurança das pessoas, dos animais e dos bens materiais ao seu redor, a exemplo de veículos e fiação elétrica. Caso tenha dúvidas se é possível ou não acender a fogueira com segurança, não acenda”.

Major Jurandi Santos Araújo Tweet

Quanto ao uso dos tradicionais fogos, o major aconselha que a população compre apenas fogos certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e por outros órgãos de controle. Também não é recomendável que crianças e adolescentes manipulem fogos de artifício sem a supervisão de adultos.

(Foto: imagem de banco de dados - Magnific)

Para a gerente de relacionamento do Grupo Solução, a melhor forma de prevenir acidentes é investir na conscientização. Comunicados simples e objetivos podem lembrar os moradores sobre os riscos dos fogos de artifício, principalmente em relação a incêndios, queimaduras e danos ao patrimônio.

Ela também destaca os impactos do excesso de ruído sobre grupos mais sensíveis, como crianças, idosos, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e animais de estimação

“Muitas pessoas autistas apresentam hipersensibilidade auditiva, por isso estampidos intensos pode provocar desconforto, crises de ansiedade e sobrecarga sensorial. Assim, sempre que possível, os condomínios podem incentivar o uso de fogos de baixo ruído ou silenciosos".

Além da prevenção, saber agir durante uma emergência pode fazer toda a diferença. O major Jurandi Santos orienta que, em caso de acidentes que resultem em queimaduras, deve-se lavar a ferida com água fria e corrente e ligar imediatamente para o 193, do Corpo de Bombeiros, ou para o 192, do SAMU.

Produção: Setor de Marketing